Golpe do Motoboy

Nos últimos meses, nosso escritório vem atendendo a uma demanda crescente de clientes que foram vítimas do famigerado “golpe do motoboy”.

Oferecemos suporte completo às vítimas do golpe, especialmente para ajuizar e conduzir ação judicial com o objetivo de obter ressarcimento material pelos prejuízos sofridos. Atualmente, contamos com dezenas de casos ativos e um histórico de êxito satisfatório. Deixamos a ressalva de que toda ação judicial possui riscos e não garantimos vitória em processos, por razões de ética profissional.

O que garantimos aqui, é que o cliente terá atendimento personalizado por advogado com especialização técnica e vasta experiência em processos que versam sobre este tipo de fraude bancária, o que maximiza as chances de êxito.

Em resumo, o “golpe do motoboy” consiste no seguinte: munidos de dados pessoais (v.g., nome completo, RG, CPF, número e bandeira do cartão de crédito, bem como as compras registradas nas últimas faturas), os estelionatários ligam para a vítima (preferencialmente idosos), como se fossem funcionários da bandeira do cartão de crédito ou do próprio banco, informando-a de que foram realizadas transações “suspeitas” com seu cartão; perguntam se a vítima reconhece as transações suspeitas (que, na verdade, nunca existiram).

Quando o cliente confirma que não realizou as compras, o estelionatário informa que o cartão de crédito foi alvo de uma fraude e sugere que a vítima ligue para a central de relacionamento do banco para solicitar o cancelamento e evitar maiores prejuízos. A vítima, na maior parte das vezes assustada pela situação, faz o que lhe é solicitado instantaneamente. Todavia – e talvez essa seja a parte mais sutil e audaciosa do golpe – os meliantes interceptam a ligação feita pelo cliente para a central de atendimento do banco, fazendo o redirecionamento para um call center falso, que, surpreendentemente, é igual ao utilizado pela instituição financeira da vítima. As senhas são surrupiadas nesta fase, através de um software que revela os números digitados pelo cliente no telefone.

Então, quando o cliente seleciona a opção para “falar com um atendente”, outro estelionatário atende a ligação e conduz a segunda parte do golpe: é confirmado à vítima que o cartão foi alvo de uma fraude e que o cancelamento será feito imediatamente; na sequência, o suposto funcionário do banco informa que a instituição financeira está conduzindo uma investigação, em parceria com autoridades públicas, para descobrir a origem da fraude e solicita para que o cliente contribua com a operação. Para tanto, a vítima é instruída a entregar o cartão de crédito “fraudado” para um portador (motoboy) especificamente designado pelo banco para tal finalidade.

Após o recolhimento do cartão pelo motoboy, os estelionatários fazem compras, empréstimos e saques em um curtíssimo lapso temporal. Quando o limite é excedido ou ocorre o bloqueio (por qualquer motivo), o cartão é descartado pela quadrilha, que passa a utilizar outro plástico obtido pela mesma via fraudulenta. Na maior parte das vezes, quando o cliente descobre que o cartão foi usado indevidamente já é tarde demais, pois uma verdadeira enxurrada de transações fraudulentas já foi concretizada pelos estelionatários, sem qualquer tipo de alerta eficaz pelas instituições financeiras.

Em setembro de 2019, publicamos um artigo no Migalhas, no qual apresentamos um panorama completo sobre a fraude. Para o leitor que deseja se aprofundar no assunto, recomendamos o estudo integral do artigo.